(NÃO) Deixa (DE) acontecer

“– Querida, escute esta velha senhora: Não ache, saiba! Não te preocupes com o que pensem, pense sobre o que te preocupa e faça o que há de ser feito. Soluções em vez de suposições, este é o segredo da longevidade. Foi assim que cheguei até aqui e assim posso morrer feliz, se esta for a vontade da Mente Superior. Faça o que o teu coração pede, não dê tempo ao tempo, pois ele certamente vai enganar-te, vai trapacear, vai dizer que não adianta, vai tentar convencer-te que o tempo é curto ou que não há tempo para agir. Grite, se for preciso, sacuda o teu corpo, gesticule… Há algo de mágico nos gestos! Dance, cante, esperneie! Faça o que for preciso, mas faça a comunicação, ainda que soe como loucura. Não temos como interpretar a mensagem pelos outros; deixe que eles decidam o que fazer com as tuas palavras e ações.”

Neste trecho do meu novo livro, a personagem principal fica em dúvida se deve ou não tomar uma importante ação, apesar de sentir que deve fazê-lo. É neste momento que a sua interlocutora dá-lhe este conselho descrito acima. Por quantas vezes deixamos de fazer o que há de ser feito, mesmo sentindo em nossos corações que aquela era a atitude correta a ser tomada? Por que isto acontece? Por que frear na Hora H?

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Diário de uma Transformação

Dia 20 – 29 de outubro de 2015 – Lugares especiais de dia, pessoas especiais à noite

Hoje foi mais um dia mágico, parece que a cada dia que Santiago de Compostela se aproxima fica mesmo mais intenso, mais especial. Fui o primeiro a acordar no meio de mais de trinta e poucas pessoas pelo menos – puxei as minhas coisas para fora do dormitório, fiz um chá e ajeitei tudo, antes de sair. Tomei o café da manhã em um lugar na estação de trem da cidade, o dia estava com preguiça de amanhecer, já eram 7:30h e ainda estava bem escuro. Saio caminhando pelas ruas de Pontevedra cantando, cantando animado as novas canções, anunciando um novo dia, um novo tempo, uma nova vida. Se me ouvem, se me julgam, não me importa, realmente não importa. O que importa é estar ali, caminhando, seguindo o meu rumo, seguindo em frente. Penso em meus filhos, penso nela, como fiz em todos os dias durante o caminho, mas me sinto bem, não sinto culpa de nada, me sinto livre, de consciência limpa e tranquila, e não há sensação melhor que esta. Continue lendo “Diário de uma Transformação”