Dança do êxtase e do mergulho em si mesmo

Conhece-te a ti mesmo, por tantas vezes deparou-se com esta expressão e só agora o seu significado começava a ficar mais claro em sua mente e em seu coração.

Para conhecer a si mesmo verdadeiramente, não é preciso olhar-se no espelho, nem olhos são necessários; a não ser que se enxergue com os olhos da alma, pois é para dentro que há de se direcionar o olhar.

Não é preciso visão externa para vislumbrar-se a luz interior. Para beber a água da fonte, não é necessário estar morto de sede; basta saber que bebê-la é importante.

Isis não tinha certeza de onde vinham estes pensamentos, mas ela aceitava-os de bom grado, confiando em sua origem sem conhecê-la plenamente e ao mesmo tempo agradecida por eles lhe serem enviados. E algo lhe dizia que a confiança era recíproca.”

 

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Diário de uma Transformação

Dia 22 – 31 de outubro de 2015 – Experiências mágicas, um dia inesquecível

Hoje foi o dia mais intenso de todos, muito intenso e especial. Estranhamente todos levantaram muito cedo no albergue, alguns ainda bem no escuro da madrugada, só ficou eu e mais um, dos tantos que pernoitaram no dormitório onde estava. Levanto-me um pouco antes do amanhecer, fazendo tudo bem devagar, pois o dia seria cheio, provavelmente o mais cheio até agora. Saio do Seminário Menor e dou de cara com um visual incrível, Santiago de Compostela à minha frente, amanhecendo. O seminário ficava um pouco afastado e em uma zona alta, dava para ver a cidade bem de frente, uma visão realmente muito bonita. Como uns biscoitos ali para enganar a fome, olhando para Santiago, e pouco depois saio caminhando em direção à cidade, pois tinha que tomar o café da manhã, ir à catedral, ir nas estações de trem e ônibus, tudo isso antes de seguir viagem rumo ao trecho final da jornada.  Continue lendo “Diário de uma Transformação”

Diário de uma Transformação

Dia 9 – 18 de outubro de 2015 – Quando estamos determinados, os milagres acontecem

Ontem o Festival de Sopas foi uma experiência muito interessante. Quando eu viajava com a família, sempre dizíamos que éramos como peregrinos, e não como turistas, pois gostávamos de vivenciar a cena local, de conversar com os moradores, de participar de suas vidas de alguma forma. E ontem foi assim, troquei algumas palavras com as pessoas, estava um clima amistoso, por cerca de pouco mais de uma hora eu fiz parte daquela comunidade. Ah, e as sopas estavam maravilhosas, com exceção de uma que me arrependo bastante de ter provado, a tal sopa de pedra. Eu já não havia gostado muito do nome, me remetia a algo pesado, mas como tinha muita gente pegando, acabei experimentando também. De longe eu percebi que levava feijão, mas de perto eu vi que era praticamente uma sopa de feijoada, cheia de pedaços de porco, o que me saiu muito caro durante a noite. Por causa desta sopa eu não dormi bem, acordei duas vezes no meio da madrugada e memórias e lembranças me atacaram impiedosamente, o que me deixou um pouco triste ao amanhecer. Continue lendo “Diário de uma Transformação”