Regresso ao essencial

“Gabriel tinha um carinho e um respeito enorme pela natureza, costumava dizer que éramos agraciados por ter uma Mãe tão generosa, que nos abriga carinhosamente no seu seio apesar de todo o mal que fazemos a Ela. Isis chegou a ficar arrepiada quando se lembrou das vezes que viu Gabriel reverenciar a natureza, era um momento realmente especial. E parece que agora era a sua vez de passar por isso, ela sentia uma sensação sublime de preenchimento, de união, de dar e receber, de ciclo completo. Isis ficou assim por um tempo, contemplando a magia do universo, sentindo a energia da vida adentrar os seus poros e misturando-se com a sua alma, fazendo parte de uma espécie de reciclagem espiritual.”

Este trecho de “AGEHU – Onde a vida começa a mudar” enfatiza a importância de se reverenciar a natureza, de sentir-se acalentado e grato por estar no seio da Grande Mãe. Em tempos modernos, esta conexão com a natureza perdeu-se bastante; mas a boa notícia é que cada vez mais pessoas estão percebendo a importância de reconectar-se com a sua essência, que está ancorada nas belezas naturais que vislumbram os olhos e corações mais atentos e despertos.

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(NÃO) Deixa (DE) acontecer

“– Querida, escute esta velha senhora: Não ache, saiba! Não te preocupes com o que pensem, pense sobre o que te preocupa e faça o que há de ser feito. Soluções em vez de suposições, este é o segredo da longevidade. Foi assim que cheguei até aqui e assim posso morrer feliz, se esta for a vontade da Mente Superior. Faça o que o teu coração pede, não dê tempo ao tempo, pois ele certamente vai enganar-te, vai trapacear, vai dizer que não adianta, vai tentar convencer-te que o tempo é curto ou que não há tempo para agir. Grite, se for preciso, sacuda o teu corpo, gesticule… Há algo de mágico nos gestos! Dance, cante, esperneie! Faça o que for preciso, mas faça a comunicação, ainda que soe como loucura. Não temos como interpretar a mensagem pelos outros; deixe que eles decidam o que fazer com as tuas palavras e ações.”

Neste trecho do meu novo livro, a personagem principal fica em dúvida se deve ou não tomar uma importante ação, apesar de sentir que deve fazê-lo. É neste momento que a sua interlocutora dá-lhe este conselho descrito acima. Por quantas vezes deixamos de fazer o que há de ser feito, mesmo sentindo em nossos corações que aquela era a atitude correta a ser tomada? Por que isto acontece? Por que frear na Hora H?

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Ultrapassar é preciso

“Às vezes precisamos nos quebrar e juntar nossos cacos para então podermos construir uma nova imagem, um novo ser, uma canção melhor. Você já iniciou o caminho da transformação, precisa agora percorrê-lo abrindo mão de atalhos ou desvios. Você precisa de dificuldades para então usufruir dos privilégios da simplicidade, que nada mais é do que a Verdade Plena. Obstáculos precisam ser ultrapassados, para que eles nunca mais despontem em seu caminho outra vez. Não bastar passar, é preciso ultrapassar.”

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Medo ou coragem?

“Eu nunca fiz este caminho. Mas também jamais havia feito o outro, jamais tais coisas aconteceram em minha vida. E, sendo bem sincera, não tenho mais medo do desconhecido. Hoje tenho muito mais receio do conhecido, do comum. Acho que para uma pessoa encontrar o seu rumo, ela tem que ir bem fundo. E quando isso acontece, fatalmente nos deparamos com coisas diferentes e percursos desconhecidos. E tudo isso leva-nos ao autoconhecimento. Não há como conhecer todos os detalhes do caminho, mas há como vivenciá-lo intensamente, caso o medo seja substituído pela coragem. E não há problema em não se conhecer o caminho, o problema está em não percorrermos o caminho que sentimos estar traçado para nós. Se o percorrermos, pode dar certo ou não; se não o fizermos, não há chance alguma de dar certo.”

Por quantas vezes nos deparamos com situações em que não avançamos porque não conhecemos todos os detalhes ou “perigos” adiante? Ou por medo do desconhecido? Mas por que este medo que nos paralisa? E de onde vem este medo?

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