(NÃO) Deixa (DE) acontecer

“– Querida, escute esta velha senhora: Não ache, saiba! Não te preocupes com o que pensem, pense sobre o que te preocupa e faça o que há de ser feito. Soluções em vez de suposições, este é o segredo da longevidade. Foi assim que cheguei até aqui e assim posso morrer feliz, se esta for a vontade da Mente Superior. Faça o que o teu coração pede, não dê tempo ao tempo, pois ele certamente vai enganar-te, vai trapacear, vai dizer que não adianta, vai tentar convencer-te que o tempo é curto ou que não há tempo para agir. Grite, se for preciso, sacuda o teu corpo, gesticule… Há algo de mágico nos gestos! Dance, cante, esperneie! Faça o que for preciso, mas faça a comunicação, ainda que soe como loucura. Não temos como interpretar a mensagem pelos outros; deixe que eles decidam o que fazer com as tuas palavras e ações.”

Neste trecho do meu novo livro, a personagem principal fica em dúvida se deve ou não tomar uma importante ação, apesar de sentir que deve fazê-lo. É neste momento que a sua interlocutora dá-lhe este conselho descrito acima. Por quantas vezes deixamos de fazer o que há de ser feito, mesmo sentindo em nossos corações que aquela era a atitude correta a ser tomada? Por que isto acontece? Por que frear na Hora H?

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…aja! Viaja!

Olá amigos,

Eu queria mais uma vez falar sobre a importância de se viajar. Mas Neo, por que persistes tanto neste assunto? A resposta é simples e paradoxal ao mesmo tempo. Simples, porque ao viajar, a pessoa querendo ou não acaba por sair da sua zona de conforto; paradoxal, porque ao sair da sua zona de conforto, a pessoa acaba por ampliar a mesma.

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