O poder da amizade e de uma viagem

Olá amigos,

Hoje eu queria falar sobre duas coisas muito importantes na vida: amizade e viajar. E sobre o quão maravilhoso é quando estas duas dádivas acontecem juntas!

As pessoas que me conhecem ou me acompanham mundo afora sabem o quanto pode ser fundamental o poder de uma viagem. Viajar expande os horizontes, abranda a alma, coloca as coisas no lugar – não importa se para perto ou longe. Por isso sempre recomendo, especialmente em tempos de crise ou dúvidas: Faça uma viagem. Saia um pouco da tua zona de conforto. Nem que seja por poucos dias ou um simples fim-de-semana.

E quando uma viagem acontece inesperadamente? E quando, de repente, a única saída ou solução que surge diante de ti é viajar? Foi o que aconteceu comigo agora. Claro que eu podia voltar novamente para o mesmo ambiente e continuar andando em círculos, mas senti em meu coração que este não era o caminho. Senti que, na verdade, eu tinha que redescobrir o meu caminho, retornar ao ponto onde desviei dele. E seguir em frente rumo ao desconhecido, fazer uma viagem não planejada foi crucial para perceber aonde exatamente eu havia me perdido no caminho.

É claro também que eu podia culpar outra(s) pessoa(s) por eu ter desviado do caminho; talvez fosse mais cômodo, mas o que isso realmente acrescentaria para mim? Não, se eu desviei do meu caminho, eu assumo total responsabilidade por isso. Ninguém me obrigou a fazê-lo, eu é que o fiz, independentemente se por influência desta ou daquela pessoa. Às vezes uma simples ideia plantada na cabeça ou no coração pode desviar-te do caminho… Entretanto, a responsabilidade é completamente tua, seja por permitir que a ideia seja plantada ou por plantares ti mesmo a dita cuja. E por último, perceber que “pegou o caminho errado” e que agora tem que voltar para aquele ponto onde se perdeu não é motivo de vergonha, mas sim de sabedoria e humildade. É como se estivéssemos em uma trilha ou em um caminho em meio à floresta e de repente percebemos que saímos do trajeto que deveríamos fazer. Claro que uma pessoa pode continuar em frente e tentar “ajeitar/adaptar o outro caminho como se fosse o seu”, mas provavelmente esta pessoa continuará perdida. Foi exatamente o que aconteceu comigo.

OK Neo, e sobre a amizade no meio disso tudo? Quando estamos a viajar, por vezes sentimo-nos um bocado sozinhos. Não que isso seja mal, pelo contrário, é de suma importância quando estamos a refletir ou a tentar retomar o rumo das coisas, mas às vezes dá vontade de partilhar algo, ainda mais para alguém como eu, que sente a partilha como algo essencial na vida. E nesses momentos podemos enxergar o poder de uma verdadeira amizade, de pessoas que estão ali por ti, emprestando o ouvido (ainda que virtual) para te ajudar de alguma forma. E neste exato instante eu gostava imensamente de agradecer a cada um de vocês que estiveram comigo neste momento de transformação durante esta viagem. Não vou citar nomes, vocês sabem perfeitamente quem são e o quão verdadeiramente moram em meu coração.

Mas este “assunto amigo” não termina aqui. E o que dizer quando surgem novas amizades pelo caminho? Digo, amizades verdadeiras! E quando outras fortalecem-se ainda mais? Foi o que aconteceu especialmente mais para o fim da viagem. Primeiro, um senhor australiano, um autêntico “viajante profissional” que encontrei em Sibiu e depois voltei a encontrá-lo em Brasov, onde enfim conversamos em um fim de noite. E foi uma conversa para lá de inspiradora, estávamos realmente sintonizados e conversamos obviamente sobre viagens, mas também filosofia, literatura, poesia, esoterismo, história… Foi realmente um encontro memorável e que ainda não terminou – estamos em contato sobre a tradução de AGEHU, meu segundo romance.

E o final da viagem guardava as mais especiais surpresas em relação ao tópico amizade. Primeiro, reencontrei uma querida amiga à qual convivemos na Serra da Estrela, em Portugal, e passamos juntos momentos bonitos de cumplicidade, onde pudemos contar com a amizade um do outro verdadeiramente. E aqui em Bucareste, conheci um amigo que me recebeu em sua casa, uma pessoa espetacular, à qual é difícil expressar ou descrever em palavras. A única coisa que posso dizer é que foi “amizade à primeira vista”, daquelas em que você sabe nos primeiros segundos que tem uma conexão forte com aquela pessoa.

Enfim, isso tudo escrito e experenciado acima é só para dizer que, no fim das contas, este é o maior sentimento que poderia estar vivo dentro de mim agora: GRATIDÃO. Sim, sou muito grato por tudo que aconteceu nesta viagem… E por que não também grato ao que originou esta experiência de vida? Tendemos a ver as coisas como boas ou más, mas não há boa ou má situação, porque no fim tudo acontece para o melhor. Bom ou mau são apenas projeções do ego. A nossa essência é permanentemente simples e pura, e se lembrarmos disso, se tivermos consciência que somos muito mais do que algumas emoções ou situações que por muitas vezes nós mesmos inventamos ou permitimos que aconteça, a vida é e continuará sendo mágica.

Beijo no coração,

Neo

 

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