18 Reasons

O ano de 2018 está passando realmente muito rápido e deveras intenso! Já estamos em abril, e como a previsão é de publicar AGEHU, meu segundo romance, ainda neste ano, partilho abaixo algo que eu chamo carinhosamente de “18 razões para publicar o novo livro de Neo One Eon em 2018”

Abraços literários!

1- Eu nunca fiz este caminho. Mas também jamais havia feito o outro, jamais tais coisas aconteceram em minha vida. E, sendo bem sincera, não tenho mais medo do desconhecido. Hoje tenho muito mais receio do conhecido, do comum. Acho que para uma pessoa encontrar o seu rumo, ela tem que ir bem fundo. E quando isso acontece, fatalmente nos deparamos com coisas diferentes e percursos desconhecidos. E tudo isso leva-nos ao autoconhecimento. Não há como conhecer todos os detalhes do caminho, mas há como vivenciá-lo intensamente, caso o medo seja substituído pela coragem. E não há problema em não se conhecer o caminho, o problema está em não percorrermos o caminho que sentimos estar traçado para nós. Se o percorrermos, pode dar certo ou não; se não o fizermos, não há chance alguma de dar certo.

2- Às vezes precisamos nos quebrar e juntar nossos cacos para então podermos construir uma nova imagem, um novo ser, uma canção melhor. Você já iniciou o caminho da transformação, precisa agora percorrê-lo abrindo mão de atalhos ou desvios. Você precisa de dificuldades para então usufruir dos privilégios da simplicidade, que nada mais é do que a Verdade Plena. Obstáculos precisam ser ultrapassados, para que eles nunca mais despontem em seu caminho outra vez. Não bastar passar, é preciso ultrapassar.

3- Isis, toda vida tem seu propósito, todos possuímos um tesouro escondido dentro de nós. Todos fazemos parte da mesma Luz, mas temos que aprender a deixar esta Luz brilhar através de nós. Somos maiores do que regras, leis e convenções humanas, porque viemos da natureza e só a ela devemos prestar contas. Você entendeu a mensagem, você iniciou a sua transformação. Por isso estás aqui, pois você começou a sua busca, a busca por si mesma, uma busca que a levará direto ao encontro com a sua essência, a essência que há em tudo e há em todos desde que o mundo é mundo. Não tenha medo, continue sendo amor, pois o amor é o segredo. Só o amor permite a transformação do ser, só o amor leva ao autoconhecimento. Só o amor nos faz questionar e querer melhorar nossas vidas.

4- Quando o amor está desperto e pleno, não há nada que possa bloquear o seu caminho.

Dizem que o amor é cego, mas hoje Isis sabia que o amor enxerga além; além de um simples invólucro de carne e osso, além de um rosto ou de um par de pernas…

O verdadeiro amor enxerga a alma da outra pessoa!

E na vida não há visão mais bela.

Outros dizem que o amor pode ser destrutivo. Isis sentia isso na pele, que o amor pode destruir sim, que pode destruir as armadilhas que o medo coloca no caminho. O amor pode reduzir as mágoas a pó, pode simplesmente eliminar qualquer má recordação ou ressentimento em prol de um bem maior.

5- O mundo é um livro aberto que contém a história de cada um, basta cada pessoa encontrar-se nele, ler-se nas linhas e entrelinhas de suas imensas páginas. Era isto o que Isis estava conseguindo, estava sendo o que estava escrito nas linhas de sua vida! Esta era a sua missão, ser ela mesma, reconhecer e aproveitar todo o potencial que fluía de seu ser – o potencial de ser um canal ou um caminho, o potencial de ser uma mensagem, de ser um sinal de luz. O potencial de ser, por um lado, e de estar, quando necessário; ou convocada, como ela preferia pensar. Isis gostava de pensar assim porque segundos antes de se transformar em um canal para a mensagem, ela teve a impressão de ter ouvido uma espécie de chamado que dizia algo como “Prepare-se, vou precisar de você!”. Não tinha certeza, não sabia ao certo de onde vinha aquela voz, mas sentia profundamente toda a energia que provinha dela, arrepiava o seu corpo, mexia com a sua alma! E este sentir era o que lhe dava forças, era o que lhe inspirava a ser o que precisava ser. Ela não tinha certeza; mas realmente há horas em que isso não tem a menor importância.

6- Isis deixou-se levar pela beleza do instante, lentamente foi caminhando para a frente. Não tinha vontade de lutar contra, não estava preocupada em seguir regras, apenas dava vazão à ordem natural das coisas. E o caminho que deveria ser percorrido estava bem ali, diante de seus olhos. As flores que conseguia enxergar durante aquele estado especial em que se encontrava tinham as cores mais vívidas, pareciam celebrar o momento. Ela continuou andando e, de repente, seus pés estavam molhados, a água delicadamente subindo pelas pernas e tocando o seu sexo, percorrendo o seu ventre, atingindo o coração. E Isis prosseguiu adiante, avançou até ficar totalmente submersa.

Não era permitido.

Mas ela se permitiu.

7- A vida é um constante aprendizado, não tem lógica interrompermos este processo, é um curso natural. Quem para de aprender, geralmente acompanhado da ideia de que não é mais necessário fazê-lo ou que já se sabe tudo, está sendo antinatural, está deixando de viver. Estar vivo é uma coisa, viver é outra. E digo mais, existir é uma coisa e viver é outra, pois estar vivo é sentir a vida! Todos nós existimos. Mas poucos são aqueles que sabem viver.

8- Isis caminhava sobre a grama molhada, inicialmente com cuidado para não sujar e molhar demais os pés, porém pouco depois estava com os pés nus, completamente descalços. Está na chuva é para se molhar, disse para si mesma, libertando-se totalmente de qualquer estado apreensivo. Em vez de afugentá-la, o contato com a terra molhada a aproximava ainda mais da natureza e sua energia começou a transmutar: no fim, a raiva deu lugar à brandura e o vazio da fome foi substituído por uma sensação de preenchimento interior. Ela sentia o vento e a chuva não somente tocando a sua pele e seus cabelos, mas fundindo-se com eles.

Tudo era uma coisa só.

O momento era uno.

Quase não se distinguia a mulher dos fenômenos naturais e da terra e da vegetação sob seu corpo.

Isis começou a balançar os braços de um lado para o outro, como que principiasse uma dança. Havia ritmo em seus movimentos, o corpo movia-se lentamente, tentando acompanhar o rodopiar dos braços. O vento intensificou-se novamente e ela agora bailava sob o céu carregado, dançava no baile da vida, fazia parte da Grande Canção Universal… E a melodia que ouvia acalmava o seu espírito. Não agia assim desde criança, há tempos que não tomava um banho de chuva, daqueles que a pessoa sai renovada e literalmente de alma lavada.

O momento era cada vez mais intenso e Isis então resolveu fechar os olhos, deixando-se levar inteiramente pela dança. O vento a conduzia por um salão esverdeado e com teto cinza chumbo, por onde escorriam lágrimas de um pranto doce e suave. Automaticamente passaram flashes dos últimos dias em sua cabeça, como peças que tentavam se encaixar nesse imenso tabuleiro chamado memória. Sentia-se como num jogo de xadrez, porém não estava nervosa. Havia magia naquele momento, naquela dança, na canção que ouvia sem saber se era real ou fruto da sua imaginação. Mas acontecia, tudo aquilo acontecia perante sua alma.

Eternos instantes.

O tempo aparentava ter outra velocidade, ela parecia estar em outra dimensão. Isis abriu despretensiosamente os olhos e pensou ter visto coisas inimagináveis e luzes surreais, por isso tratou de fechá-los imediatamente. Ela continuava deixando-se levar, permitindo conduzir-se pelo vento e pelo que o mundo e a vida lhe ofereciam naquele momento. Em seguida, Isis sentiu uma forte energia fluindo da terra e subindo pelos seus pés e automaticamente abaixou a cabeça em direção a eles, ainda de olhos cerrados. Mas ela enxergava. Era um olhar diferente, mais sutil e ao mesmo tempo mais intenso.

Isis enxergava com os olhos da alma.

9- Querida, escute esta velha senhora: Não ache, saiba! Não se preocupe com o que pensem, pense sobre o que te preocupa e faça o que tem que ser feito. Soluções em vez de suposições, este é o segredo da longevidade, foi assim que cheguei até aqui e assim posso morrer feliz, se esta for a vontade da Mente Superior. Faça o que o seu coração pede, não dê tempo ao tempo, pois ele certamente vai te enganar, vai trapacear, vai dizer que não adianta, vai tentar te convencer que o tempo é curto ou que não há tempo para agir. Grite, se for preciso, sacuda o seu corpo, gesticule, há algo de mágico nos gestos! Dance, cante, esperneie! Faça o que for preciso, mas faça a comunicação, ainda que soe como loucura. Não temos como interpretar a mensagem pelos outros, deixe que eles decidam o que fazer com suas palavras e ações.

10- A vida é exatamente do jeito que a gente quer que seja, mãe. Se enxergarmos a vida com predisposição ao negativo: tragédias, doenças e infelicidade é o que encontraremos pelo caminho, é o que mais aparecerá diante de nossos olhos. Mas se enxergamos a vida positivamente, se amarmos a vida verdadeiramente, ela nos amará de volta. E assim poderemos enxergar a beleza de existir e a magnitude de toda a existência! E mais ainda, sentir a beleza de ser e de participar de algo grandioso e indescritível!

11- Precisava se controlar, Isis estava bastante emocionada, mas imediatamente lembrou-se de seus ensinamentos nos sonhos e corrigiu esta atitude automática. Não havia emoção alguma a ser controlada, não tinha que se conter, não havia nada o que controlar: bastava ser, bastava viver intensamente cada momento. Bastava dizer sim à vida! Ela estava muito empolgada para ficar redimindo seus sentimentos. Sendo assim, deixou fluir, deixou acontecer, deixou as lágrimas escorrerem e os sorrisos florescerem. Havia um jardim de sorrisos pronto para ser cultivado.

Isis renascera, despertou para uma nova vida, portanto precisava explorar novas maneiras de resolver questões mais complexas, arriscar mergulhos mais profundos em sua essência interior. Ela precisava praticar a entrega total, fechar bem os olhos do intelecto para enxergar melhor; deixar de tão somente ser lâmpada e ser também eletricidade.

12- Isis estava surpresa com sua determinação, com o seu “eu quero, eu posso!”, que nada tinha a ver com prepotência ou arrogância, mas com confiança. Agora ela tinha confiança no seu próprio taco, fé no seu potencial! E era natural, era algo que crescia em seu interior sem que precisasse controlar. Este era o segredo do sucesso gradual de seu novo ser, a substituição da tentativa de controle pelo deixar fluir. Isis estava conectada com o mundo natural e isso lhe dava um poder e uma força que nada no mundo artificial humano pudesse se equiparar. Esta conexão a colocava em uma posição privilegiada, pois assim desfrutava conscientemente a oportunidade de fazer parte integrante de um Todo, algo que vai além do próprio ego e da individualidade e que ao mesmo tempo fortalecia a sua própria personalidade. Um paradoxo interessante.

13- Sua fé estava renovada, agora tinha certeza que em tudo há um lado positivo e que o sucesso de uma ação depende imensamente do nosso estado de espírito. Novas perspectivas abriam-se diante da luz da sua vontade. Novas verdades dançavam com suas emoções. Ela podia sentir.

Uma voz interior sussurrava segredos em sua alma.

14- Exatamente! Você disse tudo, bons tempos! Mas por que sempre nos referimos aos bons tempos com um ar de lamento, como se eles estivessem trancados em um local inacessível? Por que agimos como se nunca mais fôssemos viver bons tempos outra vez? Por que este ar de derrota quando nos referimos à nossa infância? Por que simplesmente não resolvemos ser criança de vez em quando? Estou lhe convidando a fazer uma reflexão sobre sua vida, de tudo que aconteceu até agora. Queria que perguntasse a si mesma se os caminhos que escolheu foram realmente os caminhos que gostaria de ter escolhido. Quero te convidar a sair um pouco da rotina, a quebrar um pouco as regras; como fazíamos quando crianças! Você pode até estar pensando que eu enlouqueci. Mas se for assim, prefiro mil vezes uma loucura sadia a uma razão doente e insana! Vem comigo!

15- Cada substituição do complicado pelo simples era uma vitória, desobstruía a visão, possibilitava um passo a mais na caminhada, mais um degrau galgado. A evolução espiritual era isso, etapas concluídas, obstáculos derrubados ou ultrapassados gradualmente, um de cada vez. Não havia lógica em se querer dar saltos evolutivos, as etapas deviam ser vivenciadas pacientemente, uma a uma, devagar e sempre. Havia um longo caminho a ser percorrido. E para se obter sucesso, para se chegar à plenitude, cada passo deveria ser dado com firmeza.

16- Pois é, grande parte das doenças está na mente das pessoas, não no corpo. Ficamos doentes porque permitimos que isso aconteça, salvo raras ou extremas exceções. Adoecemos porque repreendemos nossas emoções, porque passamos boa parte da vida engolindo sapos, e com o tempo estes acabam por nos devorar por dentro. Mas enfim, como eu estava dizendo, passei por um período surreal, cheguei ao fundo do poço. E conversando agora contigo percebo que talvez isto possa ter permitido a minha recuperação: chegar ao fundo do poço. A minha profunda depressão acabou me libertando, me acordando, me trazendo de volta! Por mais difícil que possa parecer.

17- Sente o vento, mãe, a senhora já sentiu verdadeiramente o vento? Já sentiu ele lhe tocar a face, o carinho que ele traz e faz? Sente, mãe, é o carinho de Deus! Sinto-me agraciada quando o vento me toca, é como se Deus estivesse me abençoando e dizendo “Eu te amo minha filha! Apesar de todas as dificuldades, Eu estou aqui!”. Sinto a grandeza de Seu Amor nesses momentos e isto é maior do que qualquer problema, dificuldade ou qualquer mágoa. Tudo fica infinitamente menor diante do Todo.

18- A vida tornava-se algo extremamente valioso para Isis. E não só a dela, mas também as de outras pessoas, dos animais, a vida do planeta. Agora ela não era mais um ser isolado, mas um ser que fazia parte de um Todo, portanto com um papel muito mais importante do que seu próprio ego. Havia um sentido em sua vida, que era justamente sentir a vida, não permitir que ela passasse despercebida.

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