Entrevista para o Viva-Porto

Saiu na sexta-feira, 10 de Março de 2017, uma entrevista que dei para o Viva-Porto. Confira a entrevista no link abaixo, juntamente com outras sugestões culturais.

http://www.viva-porto.pt/7-Dias-Sugestoes/fds10mar2017.html

Abaixo a entrevista completa:

Música Neo_One_Eon_foto
Neo One Eon: “Poeta por essência”

Depois de passar por sete países e mais de 80 cidades pelo mundo, o autor brasileiro Neo One Eon retorna a Portugal para realizar as últimas apresentações do seu primeiro romance “Um Dia de Verdade”, obra publicada no Brasil e em Portugal. Batizada como “The Last Tour”, a digressão conta com o já consagrado “Combo Cultural” que envolve literatura, poesia e música, marca registada dos eventos do autor. A Viva falou com o artista na Casa da Horta e deixou-se conquistar pela liberdade e entrega impregnada em cada palavra.

No seu trabalho cruza muito a poesia, a música e a literatura. Como é que tudo isso começou?
Começou com a música e a poesia, juntas na década de 90. A literatura surgiu na minha vida de uma forma muito dinâmica, um pouco intempestiva há três anos. Agora eu consigo conciliar as três vertentes, estas três personas (risos).

Há alguma área predileta?
Difícil escolher (risos). Eu costumo dizer que sou poeta por essência. Tudo nasce na poesia. As canções, as mensagens através dos livros. A poesia é a base de tudo.

E em termos de influências anda pelos The Doors, Led Zeppelin…
Eu tenho uma tríade sagrada: Cazuza, Renato Russo, Raúl Seixas. Três grandes poetas da música brasileira. Claro, Jim Morrisson também. Essas personalidades que foram muito profundas, intensas, tocam-me muito. O próprio John Lennon. Eu não gostava do John Lennon nos Beatles, curioso. Quando eu gosto de um artista, um determinado mensageiro, vou a fundo. Porque essas pessoas têm histórias interessantes de vida. Eles batalharam muito.

Sim, com a atitude mais cívica.
Acho que a arte tem essa função. [pausa] Acho que o artista tem essa função de passar uma mensagem. Eu, assim, considero-me um tipo de artista que também está a passar algo para alguém.

Portanto, acima de tudo um mensageiro…
Sim. Para mim é essencial em qualquer trabalho.

E como surgiu a oportunidade de expandir o seu trabalho também para Portugal?
Eu vim viver para Portugal porque assinei um contrato com uma editora. A primeira edição do livro “Um dia de Verdade” esgotou no Brasil. 1000 exemplares. Algo pequeno, mas ainda assim significativo. A Chiado Editora interessou-se pelo projeto. Fizeram o contrato e eu vim para Portugal, precisamente para expandir. Fui para Setúbal, vivi um pouco lá, seguindo-se depois Lisboa. Mas a paixão é pelo norte. O Porto é uma cidade criativa, lembra muito o Rio de Janeiro há algumas décadas atrás. A cultura, o gostar de conviver…

Teve uma considerável visibilidade nos media. Isso de certa forma ajudou a impulsionar a sua carreira?
Sem dúvida. Os media ajudam sempre. Desde que me conheço, sempre gostei de juntar pessoas. Eu fundei um movimento cultural lá no Rio de Janeiro (SOMA). Refere-se a uma união, fazer um “barulho”. Porque sozinhos não estávamos a conseguir ir a lado nenhum. Eram muitos talentos desperdiçados. Conseguimos fazer eventos pontuais e foi sempre em crescendo.

Qual é a mensagem central do seu trabalho?
Por exemplo, o livro “Um dia de Verdade”, é passado todo apenas num dia. A personagem central resolve viver a vida como gostaria que fosse. E quando a personagem tem a coragem de tomar essa atitude, de viver a vida como ela gostaria que fosse, a vida dela muda substancialmente para melhor.

Perfil
Nascido no Rio de Janeiro, Neo One Eon é músico, poeta e compositor desde a sua adolescência, tendo passado por diversos projetos musicais na década de 90 e início do século XXI, sempre compondo as suas próprias canções.
Em 2005, oneo autor lança o EP “Aquário de Ilusões”, que foi destaque em diversos meios de comunicação da época, como a Revista MTV. Em 2007, Neo funda um movimento cultural (SOMA) na sua cidade natal e reativa-o quando se muda para o Rio Grande do Sul, em 2009, onde lança o CD “Todouvidos”, com 11 faixas.
A literatura surge na vida de Neo One Eon em 2010, quando este escreve o seu primeiro livro de contos, “Absurda Mente”. Em 2011, o autor participa do projeto itinerante Família a Bordo, uma viagem cultural pelo Brasil, Uruguai e Argentina que percorreu 50 cidades em 100 dias, levando atividades para escolas, praças públicas e universidades. No mesmo ano, Neo termina “Poensamentos”, livro que reúne poemas e pensamentos de várias épocas da sua vida. Em 2012, Neo One Eon escreve o seu primeiro romance, “Um Dia de Verdade”, obra contemplada pelo Edital do FAC – Fundo de Apoio a Cultura da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, e ganha o primeiro lugar no 8° Concurso Literário Jornalista Valacir Cremonese com o conto “Cinco minutos”.
O lançamento de “Um Dia de Verdade” ocorre em maio de 2013 na FestiPoa Literária e o autor participa em diversos eventos literários pelo Brasil, como a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, a Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo e a Feira do Livro de Porto Alegre, além de realizar uma tournée por 8 escolas do interior do Rio Grande do Sul, projeto também contemplado pelo FAC. A primeira edição de “Um Dia de Verdade” esgota-se em alguns meses e leva o autor a publicar a edição portuguesa em 2014, com eventos de lançamento na Livraria do Desassossego, em Lisboa, e na Casa de Cultura de Setúbal, entre outros. Em 2015, Neo apresenta “Um Dia de Verdade” em associações brasileiras e espaços culturais na Europa, em países como França, Suiça e Áustria, em mais uma edição do projeto Família a Bordo.
Em 2016, Neo One Eon termina “AGEHU#, o seu segundo romance. No mesmo ano nasce o projeto “Um Poeta no Mundo”, onde o autor grava vídeos declamando seus poemas ao redor do mundo, e o seu novo projeto musical: o videoclipe de “Free Souls”, o primeiro single do novo trabalho, já circula na Internet.
Em suma, as três vertentes do artista – Poesia + Literatura + Música – estão a pleno vapor e, segundo Neo, 2016 foi tempo de plantar sementes novamente e 2017 é o ano da colheita.

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