A Morte, o Teorema de Pitágoras e a Fórmula de Deus

O que tem em comum a morte, o teorema de Pitágoras e a fórmula de Deus? Não se trata de nenhum enigma, são apenas alguns dos temas explorados nos três últimos bons livros que li nos últimos meses. Não foram os únicos que li, mas estes merecem destaque: “Intermitências da Morte”, de José Saramago, “Pitágoras”, da Série ‘Os Grandes Iniciados’, de Édouard Schuré, e finalmente “A Fórmula de Deus”, de José Rodrigues dos Santos. Mas será realmente que não há enigmas ou segredos por detrás de tais assuntos em livros tão bem elaborados e interessantes?

Vamos começar falando da morte e suas intermitências. Sempre quis ler este livro, desde que li um pedaço dele em uma livraria ainda no final do século passado, e não tive dúvidas quando deparei-me com ele ao acaso (acaso?) em uma agência de serviços de correios aqui em Portugal, ainda na primeira semana em terras lusitanas: comprei-o, pois nada melhor do que um livro de Saramago ser a primeira leitura residindo neste belo país. Em “Intermitências da Morte”, a fúnebre personagem principal decide “parar de trabalhar” por um tempo, ou seja, em um determinado país a partir do primeiro dia de um ano qualquer, já não se morre mais. “No dia seguinte ninguém morreu”, assim começa esta magnífica obra onde Saramago desenvolve com maestria o seu estilo autêntico, incitando o leitor a se questionar se realmente uma vida sem mortes seria o ideal para a humanidade, com diálogos que beiram deliciosamente a insanidade. Gosto muito da escrita provocativa, e este livro é uma excelente oportunidade para quem compartilha da mesma opinião. Não posso entrar em mais detalhes para não estragar uma possível leitura de quem agora lê este texto…

Da morte vamos para tentar descobrir a fórmula de Deus, sugestivo não? Acabei de ler a “Fórmula de Deus” ontem e fi-lo de uma forma totalmente inusitada e despretensiosa, li as mais de 500 páginas do livro dentro de um supermercado! As grandes redes de supermercados aqui em Portugal possuem uma espécie de mini-livraria em seu interior (na verdade, os supermercados são gigantes e vendem praticamente de tudo, é incrível!) e nelas encontram-se livros interessantes, e o título deste felizmente e sua resenha instigaram-me a mergulhar em seu universo. Felizmente porque “A Fórmula de Deus” é um livro espetacular, daqueles que fazem o leitor refletir e não querer parar de ler, daquelas obras que por alguns instantes fazem-nos ficar ‘out of here’, que nos levam a outras dimensões e a sérios questionamentos, ou seja, cumpre perfeitamente o seu papel como obra literária. Recomendo fortemente a leitura e desde já sugiro que o pretendente a ler este livro aperte bem os cintos, porque a viagem irá sacudir bastante o seu cérebro!

Por último, e jamais menos importante, “Pitágoras”, um livro que discorre sobre um dos maiores mestres que a humanidade já conheceu e seus valiosos ensinamentos. Destaquei o seu teorema no título justamente para dizer que Pitágoras é muito mais do que um simples teorema, sua vida é recheada de mistérios e ensinamentos, uma pessoa que desvendou o “Véu de Ísis” e tinha uma nobre mensagem a passar para o mundo. Nascido em aproximadamente  570 a.C, Pitágoras foi iniciado no Egito, onde assistiu a queda da civilização egípcia depois de milênios no poder. Depois fora levado para a Babilônia, onde aprofundou suas pesquisas e seu conhecimento, percorrendo também outros lugares conhecendo outras culturas (viajar é importante, não?), para só então retornar a Grécia e fundar a Escola Pitagórica, sua escola de pensamento filosófico. Só para se ter uma noção de sua importância na História, a palavra matemática surgiu com Pitágoras, que além da Ciência dos Números, dava imenso valor à Música, inclusive descobrindo os intervalos musicais. Na verdade, estou relendo este livro mais uma vez, recomendo a leitura para quem procura algo mais na sabedoria antiga, assim como recomendo também a leitura do livro “Hermes”, da mesma série, para quem quiser ir mais fundo ainda…

Como o texto envolve enigmas e mistérios , resolvi esconder um segredo e só o revelo agora: há um quarto livro que li antes dos citados, um livro que comecei a ler ainda no Brasil, antes de viajar pela segunda vez com o projeto Família a Bordo e de vir para Portugal, um livro que mexeu muito comigo e que poderia servir de base para os temas explanados nas obras dos parágrafos anteriores, um livro que estou lendo pela segunda vez consecutiva. O nome dele? “A Busca do Eu Superior”, de Paul Brunton. Mas isto é assunto para uma outra conversa.

Bom fim de semana!

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